31 de outubro de 2026
Santa Catarina figura entre elevados indicadores socioeconômicos em diversas áreas como boa expectativa de vida de 81,1 anos, baixa desigualdade de renda e índices reduzidos de homicídios, mas um dado silencioso assusta: a terceira maior taxa de mortalidade de suicídios no país. Os números revelam um problema multifatorial complexo e ainda tratado como tabu.
Dados obtidos com exclusividade pelo NSC Total, através da Lei de Acesso à Informação (LAI), mostram a dimensão detalhada das mortes por lesão autoprovocada. Em uma crescente de aproximadamente 61%, o número anual de óbitos passou de 642, em 2015, para 1.034, em 2025.
Para especialistas em saúde mental de diversas áreas, compreender esses dados de suicídios em Santa Catarina exige olhar para um conjunto de fatores, entre eles as condições de trabalho, desigualdades, pressões culturais, o estigma em torno da busca por ajuda e o acesso aos serviços de saúde mental.
Em meio a esse cenário múltiplo, famílias convivem com o vazio da perda e o estigma que dificulta falar sobre o luto.
Situação epidemiológica silenciosa atinge Santa Catarina, o que contrasta com bons indicadores socioeconômicos
Menores cidades de Santa Catarina concentram as maiores taxas de suicídio e números superam a média do país
Relatos de familiares mostram diferentes formas encontradas para lidar com o luto e como o estigma ainda dificulta a falar sobre a perda
Edição:
Abinoan Santiago I abinoan.santos@nsc.com.br
Nicoly Souza I nicoly.souza@nsc.com.br
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