Boogie-Woogie: pianos acelerados

Boogie-Woogie

Muita gente nem lembra que essa estação fica na linha do Blues. Nas estações do campo, o instrumento favorito do pessoal era o violão, mas, nas estações que ficavam nas cidades, e principalmente aqui, quem mandava era o piano – sempre tocado de um jeito muito acelerado. Esses sujeitos não aprenderam a tocar piano com música clássica europeia, não. E dava pra perceber isso na primeira ouvida – o que não é algo ruim, veja bem, meu senhor! Os passageiros daqui (Memphis Slim, Albert Ammons, Pete Johnson, Meade Lux Lewis, Roosevelt Sykes, Charles Cow Cow Davenport, Clarence Pinetop Smith e Jimmy Yancey) não cantavam muito: preferiam dançar enquanto os instrumentos ditavam o ritmo. Dizem que aquele povo do trem do Rock também deu várias voltas por aqui.

Sabia que...

Curiosidade

O piano do Blues

Instrumento principal nos bares e bordeis da época, o piano se tornou um dos meios de expressão da população negra, que tinha contato massivo com ele pela primeira vez: a sonoridade surgida desse encontro era muito diferente daquela tocada pelos brancos, inspirada na música clássica europeia. Muitas vezes, inclusive, os pianos utilizados pelos negros eram instrumentos antigos, quebrados, descartados pelas famílias de classe média: o timbre metálico e quase desafinado resultante acabou se tornando parte da identidade sonora do blues.

Curiosidade

Instrumento principal nos bares e bordeis da época, o piano se tornou um dos meios de expressão da população negra, que tinha contato massivo com ele pela primeira vez: a sonoridade surgida desse encontro era muito diferente daquela tocada pelos brancos, inspirada na música clássica europeia. Muitas vezes, inclusive, os pianos utilizados pelos negros eram instrumentos antigos, quebrados, descartados pelas famílias de classe média: o timbre metálico e quase desafinado resultante acabou se tornando parte da identidade sonora do blues.

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