O aguaceiro não parou, mas a festa de inauguração ocorreu sob a chuva insistente, atraindo os moradores dos quatro cantos de Florianópolis, que vieram atravessar a ponte a pé, cavalo, carros e ônibus.

Vale lembrar que, em função da morte do governador, a Ponte da Independência acabou sendo batizada como Hercílio Luz.

Enquanto ainda namoravam, por insistência de Luisa Ana, Patrick escreveu e reatou os laços com a família. No sábado posterior à inauguração, embarcaram para São Paulo e, de lá, zarparam para New Orleans, onde puderam conhecer a nora brasileira.

Luisa Ana foi professora e passou a lecionar a partir de março de 1925 no grupo escolar Lauro Müller, no Centro de Florianópolis.

Para o evento, seus alunos ensaiaram um hino em louvor à ponte. Segue a transcrição de parte dos versos:

Hoje hino a Hercílio Luz
com valor e vigor entoemos;
o que a arte e a ciência produz
acabado e perfeito hoje vemos.

Bela ponte firmada na terra
Vais te erguendo garbosa nos ares,
és lembrança feliz desta era,
ligas terras, dominas os mares!

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Construção, na década de 1920, surge em meio ao isolamento e a necessidade de firmar Florianópolis como a Capital.

Após inauguração, estrutura se tornou mais que um ponto de travessia e virou um símbolo histórico e cultural de SC. 

Falta de manutenção e descaso com a ponte tornaram a Hercílio Luz um problema complexo para SC.

Restauração da Ponte Hercílio Luz é iniciada em 2005, mas execução é rodeada de polêmicas.

Revitalizada, hoje a Ponte Hercílio Luz é mais do que um ponto de travessia entre Ilha e Continente.

Em 1922, Florianópolis ainda guardava o charme de uma pequena província, até que Hercílio Luz decidiu construir uma ponte.

CRÉDITOS:

Alexia Elias: reportagem     l  alexia.elias@nsc.com.br

Luana Amorim: edição     l    luana.amorim@nsc.com.br

Patrick Rodrigues: fotografias e vídeos     l    patrick.rodrigues@nsc.com.br

Ben Ami Scopinho: artes e design     l    ben.scopinho@nsc.com.br